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O COMEÇO


24 de novembro de 1934

Às 21h30, solenidade de inauguração da PRF-3 - Rádio Difusora São Paulo presidida pelo Dr. Francisco Machado Campos, secretário da Viação, representando o Dr. Armando de Sales Oliveira, interventor federal em São Paulo. Após os discursos do Dr. Luiz Assumpção, presidente da emissora e do Dr. Machado de Campos, o programa inaugural é aberto com a balada da Ópera Guarani, pela soprano Abigail Parecis, com a orquestra sinfônica dirigida pelo maestro Martinez Grau. A nova estação destaca-se por possuir a primeira torre irradiadora de 87 metros de altura, que se instala na América do Sul e a primeira com sistema de refrigeração de válvulas de circuito fechado e silencioso e com aparelhamento especial para reportagens extra-estúdio. A Rádio Difusora também é a primeira a se organizar sob a forma de Sociedade Anônima, sendo seus incorporadores os Drs. Luiz Antônio Fleury Assumpção e Manfredo Antônio Costa. Na lista de seus acionistas figuram nomes de grande relevo nos meios bancários, comerciais e culturais. 

04 de abril de 1935

Às 21 horas, a Rádio Difusora São Paulo inicia as apresentações de radioteatro.

22 de setembro de 1936

Às 19h30, a Rádio Difusora São Paulo inaugura a sua nova torre  transmissora com 93 metros de altura.

04 de janeiro de 1937

Pela primeira vez no Brasil. a PRF-3 - Rádio Difusora São Paulo irradia, às 16 horas, um programa especial do Brasil para os Estados Unidos. O programa de uma hora de duração, organizado pelo maestro Kaniefsky, diretor artístico da Rádio Difusora, apresenta músicas brasileiras; samba, marchinha, batucada, frevo, maracatu e embolada. Trinta minutos são dedicados ao The National Radio Club, da Pensilvânia e outros trinta, ao Newark News Radio Club. A locução, em português e inglês, está confiada a Nicolau Tuma e um alto funcionário do Consulado Americano em São Paulo. 

Fonte: Landell de Moura

 

 A MUDANÇA PARA A TUPI


Com o tempo a Radio Difusora foi comprada pela TUPI  e ocorre a mudança para o Sumaré. Chamada “a cidade do rádio”, o Sumaré ficava a seis quilômetros do centro de São Paulo.

Os Difusorianos, a princípio não gostavam da ideia de trabalhar para o Chateaubriand, mas o tempo provou que a Tupi era mais do que uma aventura, um capítulo a parte na história das comunicações no Brasil.

Entretanto, assim como Chateaubriand bebeu um pouco da seiva da radiofonização da Record, outros grandes profissionais também contribuíram para a construção desta grande emissora, artistas e técnicos, escritores e diretores, o que, sem dúvida, fez desta emissora a grande precursora da história do radio de São Paulo e do Brasil.

 

O MOVIMENTO PLENIMÚSICA

  

Início de ano é sinônimo de novidade. Em 1 de janeiro de 1969 o anúncio era de uma programação musical cheia de lançamentos de todas as partes do mundo, a Plenimúsica, acompanhada dos principais fatos do dia em Factorama.

Surgia naquele momento a era do rádio essencialmente musical no Brasil. Em São Paulo, a emissora que representou a mudança foi a Difusora, dos Diários Associados de Assis Chateaubriand.

A Radio Difusora AM 960 KHZ no final de 1969, liderada por CAYON GADIA, tinha uma programação segmentada para o público jovem e baseado em sucessos da música POP. Sua principal concorrente era a então Excelsior AM.

Em 1978, quando foi instaurada a frequência modulada no Brasil, os Diários Associados conseguiram uma concessão para a Difusora na frequência 98.5 MHZ, que se tornou a primeira emissora na cidade de São Paulo a operar exclusivamente em FM.

A programação JET MUSIC da Difusora AM foi movida para a nova Difusora FM.

Acervo digital da Revista Veja, publicado em 01 de janeiro de 1969

 

O FIM DA RÁDIO DIFUSORA

 

Foi no dia 3 de setembro de 1981, os oficiais de justiça chegaram por volta das 17 horas, no prédio do Sumaré, esperaram até as 19h00. quando entraria a ''voz do Brasil'' Dárcio Arruda fazia a programação naquele momento, (conta-se que ele chorou copiosa e desesperadamente) pode ainda se despedir dos ouvintes e quando entrou o programa ''voz do Brasil'' a emissora de onda media 960 Khz a FM 98,5 Mhz, e as ondas curtas de 25 metros, 11.765Khz e 49 metros 6.095Khz foram desligados os transmissores lacrados por ordem judicial, pois naquele dia havia sido decretado a falência desta emissora que respondia pela concessão da TV Tupi de São Paulo, ainda que a Difusora pudesse responder pelas dividas da TV Tupi, o juiz da vara de falência ''decidiu'' pela extinção da emissora.


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